MTOM

MTOM: a massa que decide tudo, incluindo a linha dos 250 g

O que a MTOM abrange, porque não é o peso nu do drone e que limiares desencadeia.

A MTOMMaximum Take-Off Mass, massa máxima à descolagem — é a maior massa com que a aeronave pode ser operada, tal como declarada pelo fabricante.

A aviação tripulada diz muitas vezes MTOW, Maximum Take-Off Weight. Ambos significam o mesmo; a regulamentação europeia de drones usa MTOM.

Não é o peso do drone na balança

É o erro que sai mais caro, porque é descoberto durante uma fiscalização.

A MTOM inclui tudo o que levanta do solo:

  • a própria aeronave;
  • a bateria instalada;
  • a carga útil — câmara, gimbal, sensor, mecanismo de largada;
  • qualquer acessório acoplado: protetores de hélice, flutuadores, iluminação.

Uma aeronave anunciada com 249 g sem protetores de hélice pode ultrapassar os 250 g com eles. O limiar não negoceia.

Os limiares que desencadeia

Na Europa, a massa governa a maior parte do quadro aplicável:

limiaro que muda
250 gacima, o operador tem de se registar; passa a ser exigido um comprovativo de piloto remoto
900 glimite superior da subcategoria A1, que permite o sobrevoo incidental de pessoas
4 kglimite da subcategoria A2, voo perto de pessoas
25 kglimite superior da categoria aberta

⚠️ Estes limiares são europeus. O Reino Unido, fora do quadro da União, aplica os seus: lá o registo começa nos 250 g, mas desde 100 g se a aeronave levar câmara.

O caso especial dos 250 g

É o limiar mais conhecido e o pior compreendido. Na Europa basta uma câmara para desencadear o dever de registo, seja qual for a massa, desde que possa recolher dados pessoais — salvo as aeronaves abrangidas pela diretiva dos brinquedos.

Por outras palavras: descer abaixo dos 250 g alivia as obrigações, não as elimina.

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